Quinta-feira, Fevereiro 19, 2009

A vida é nova, juntamente com a cidade e o estado.


Acho que já é hora de deixar algumas coisas para trás, e uma delas é esse blog que tantas alegrias me deu.


Ganhei premios, fui um dos 20 melhores blogs de 2006, conheci minha namorada, que por sinal ocasionou toda essa mudança.


E do que valeria a vida se não fossem as mudanças?




Mas a vida de blogueiro segue em daykerson.blogspot.com


Good bye!
 
Escrito por Daykerson às 00:56 |
Segunda-feira, Dezembro 29, 2008

uma obra de arte?

Deixariamos na tela a tristeza humana, seus medos, desilusões e decepções. Usaríamos preto, cinza, um azul da cor da angústia para representar as lágrimas, as núvens escuras.
Representariamos a natureza, com muito verde, em tons escuros para as árvores, e claros para as folhas caídas no chão.
No alto, em dias de sol, um azul claro para cortornar o céu, e um mais escuro para o cair da tarde, já com o crepúsculo desenhado no fundo branco.
Para representar o amor, o vermelho escuro, cor de sangue, o sangue que passa no coração, mantendo-o vivo, e juntamente o amor nele depositado. A mulher lembra o rosa. Uma cor leve, suave, e próxima do vermelho. A mulher representa o amor, nada mais justo uma cor próxima do mesmo.
Podemos pintar os quadros de nossas vidas com qualquer cor. A aquarela na verdade é nossa mente e coração, que passam para a ponta dos dedos exatamente o que vivemos, e de que forma queremos tais momentos representados.
Não existe curso para pintar a vida. Basta tinta, e estar vivo.
Eu já aprendi a diferenciar o azul do cinza...

to you.
 
Escrito por Daykerson às 11:18 |
Terça-feira, Novembro 25, 2008

Vamos fazer negócio?
O jovem corretor perguntava ao humilde balconista, que confuso, disse que iria pensar. E olhou o jovem trabalhador com um misto de raiva e pena.
Ao sair da loja se depara com a chuva que começava a cair. Abre seu guarda-chuva e sai tropeçando pela calçada cheia de poças.
Atravessa a rua, e se sente meio sem rumo. A cidade é grande, mas os caminhos são poucos. Quanto maior a cidade mais perdido e sem lugar voce se sente.
Uma padaria foi a solução mais viável. Primeiro, para se protejer do temporal que caía, mas depois a motivação foi maior. Ao olhar para a vitrine e ver todas aquelas rosquinhas salpicadas de açucar, um lapso de nostalgia tomou conta do jovem empreendedor.

Ele se lembrava de sua mãe fritando biscoitos na cozinha e colocando na mesa enorme. Todos assistiam televisão na sala, um filme bem legal, mas ao sentirem o cheiro que vinha de lá, tudo que fizeram foi aumentar o volume da tv, e correr em direção às gostosuras.

Voltando ao mundo real e molhado, percebeu que sentia falta da simplicidade que ele deixava passar pelos dias. Não acreditava na idade que tinha, pois ontem ele assistia ao Fantástico Mundo de Bobby, e hoje pergunta pelo último filme de Oliver Stone.
As coisas mudam e o tempo passa, rapidamente.
E o mundo é confuso e podre demais para deixarmos totalmente
de ser crianças.Assumimos responsabilidades, e rugas. Mas não podemos deixar morrer a satisfação de dar risada de um desenho, de um programa que nos remeta à uma época feliz.

E que assim seja!
 
Escrito por Daykerson às 15:35 |
Terça-feira, Outubro 28, 2008

Ela usava jeans rasgado, e uma blusa suada. Pedia um sanduíche no balcão, como se não houvesse sol.

Eu já me assentara a alguns metros, apreciando a paisagem do sul, onde nada parecia ter fim.

Ela se aproximava, e se ajeitou ao meu lado sem nem ao menos pedir licença. Tocava meu violão, enquanto esperava o trem chegar. Eu iria pra bem longe, e ela, pra lugar algum.

Seus cabelos maltratados, sugeriam tempos pelos trilhos e estradas. Eu tentava encontrar os segredos naqueles olhos, mas só recebia a sutileza de seu jeito gracioso.

O trem apitara longe. Eu pegava minha jaqueta de couro, e cobria seus ombros. Ela retribuiu com um sorriso lacrimejante. Era fim de tarde, e pra ela o dia não tinha fases.

Na minha bolsa pesada, havia um sonho, uma roupa e um travesseiro que me faria dormir daqui poucas horas. Meu olhar se perdia pela planície seca, e na fisionomia bucólica da mulher que tocava meu violão. Deixei um pouco pra trás o que levava, e dela tirei a certeza de que em cada estação, haveria um olhar.


Boa viagem a todos!
 
Escrito por Daykerson às 01:38 |
Sábado, Outubro 11, 2008


Uma só palavra, mas tantos significados.
Parece-me difícil atribuir qualquer sentido ou significado à essa palavra.
É uma espécie de conceito que cada qual tem da sua vida.
Eu quero viver, quero me sentir vivo.
Quero amar, e me sentir amado.
Estou lendo dois livros que estão me mostrando muito da vida.

De Kerouac, estou lendo o clássico On The Road. Do mestre Hemingway, leio o fabuloso O Velho e o Mar.
Quer mais vida do que sair pelo país afora percorrendo as estradas com pouco dinheiro e muita vontade?
Ou então se tendo 70 anos e lutando com um peixe em alto mar?

A vida me causa muitas contradições, desesperos, tristezas e satisfações.
Descer as escadas da faculdade, dormir em qualquer lugar, receber palavras bonitas de Carolina minha, assistir um filme que amo, ouvir minhas músicas de sempre...
Tenho a mania de me apegar nas coisas boas, e esquecer por um tempo que tenho problemas, medos, e um misto de cólera, tristeza e amargura.
Se faço errado eu não sei. Mas vivo assim e busco ser feliz assim.
Nunca tive a chance como pessoa de ser alguém e amado.
Agora tenho a chance. Só quero me sentir vivo, único e especial.

Os problemas a gente contorna, supera.

O importante mesmo...é viver!



 
Escrito por Daykerson às 01:47 |
Sábado, Setembro 27, 2008



Decidi juntar esses dois temas por ter vivenciado ambos de uma forma bem parecida este ano.
Antes, quero esclarecer que muitas pessoas sofrem por muitas coisas todos os dias. Muita gente perde parentes em acidentes, com doença, ou estão doentes. Muitos perdem tudo e ficam na miséria. São assaltados, ameaçados, tem motivos de sobra pra reclamar da vida.
No meu caso, minha alegria e tristeza envolvem a paixão nacional: o futebol.
Era dia 04/06 de 2008. Meu dia era tomado de ansiedade. O meu time, o Fluminense, chegava na semi-final da Libertadores, enfrentando o Boca Juniors, temido time da Argentina, multicampeão. No primeiro jogo, lá na Argentina, um 2 a 2 muito comemorado.
E no Maracanã, depois de sair perdendo, ví meu time fazer 3 a 1, e se classificar pra inédita final.
Nesse dia, senti na pele o que quase nunca havia sentido: alegria plena.
Se é vago ou não que o futebol cause isso em alguém eu não sei. Mas foi o meu momento, um dia que jamais irei esquecer.
Porém, no dia 02/07, a expectativa de ver meu time campeão era a mesma. Não havia ninguém que merecesse mais aquele título do que o meu Fluminense.
Pois, depois de sair correndo da faculdade, cheguei.
Depois de perder por 4 a 2 o primeiro jogo, ví meu time fazer um bonito 3 a 1, levando o jogo pra prorrogação e depois penaltis.
Nos penaltis, o meu maior medo se concretizou. Frente quase cem mil torcedores, meu time caiu.
Esse dois de julho de 2008, foi o pior dia de minha vida!
Meu time está prestes a cair novamente para Série B. Fico triste.
Porém, acho que nem um rebaixamento pra Série F, que nem sequer existe, me traria a tristeza e decepção que aquele dois de julho me trouxe.

Alegria e tristeza. Em um mês de diferença, no mesmo palco, no mesmo coração!
Depois disso emagreci, comecei a tomar remédios.
Se é exagero ou não? Só eu sei o que sentí naquele dia.
A alegria e a tristeza tão próximas, separadas por um gol, como acontece tantas vezes na vida.

That's my history!

( A foto?? É do dia feliz, é claro! Afinal, as alegrias sempre tem que estar acima das tristezas. Quem disse que futebol não ensina?)
 
Escrito por Daykerson às 01:25 |
Terça-feira, Setembro 23, 2008

A sensação é ruim. Bate forte e domina a gente. É como o amor, mas num sentido ruim.

Me sinto preso, numa jaula de grades de nuvens densas e negras, como uma neblina de tristeza que me deixa com uma falta de sorriso no rosto e a melancolia impregnada na testa.

Não se sente muito a ser feito. Por vezes o silencio e o retraimento são os remédios mais recomendáveis. Música triste, relaxante são consequencias.

Socialmente mais sério, calado, as vezes mudo. Percebe-se por vezes quatro ou cinco horas sem pronunciar um oi, que me leva até a dizer um oi à ninguém só pra ter a certeza que a voz ainda está alí.

Dores pelo corpo. Começa na cabeça, costas, pernas, o corpo todo. É quando o estresse chegou.

Não há muito a ser feito...quando se está tomado pela melancolia, pela amargura.

E que o tempo cure. Espero.
 
Escrito por Daykerson às 01:56 |
Sábado, Setembro 13, 2008


Nunca a natureza nos faz sentir tanto. O frio é a representação pura da natureza presente no ar, refletindo em nós, humanos sensíveis.

O arrepio da pele, a contração dos braços, pernas, para nos manter quentinhos. Colocar as mãos no bolso, esquecendo que lá se guarda notas de dinheiro, pois o que queremos dele são nossas mãos aquecidas.

No frio pensamos, pesamos. Estamos mais calmos, tranquilos, longe da inquietação do calor.
No frio queremos colo, um ombro pra deitar, uma comédia romantica piegas pra assistir, uma pipoca pra comer.
Queremos alguém para amar, para esquentar com nosso calor, nossa pele.

Muitos se queixam do frio. Outros o amam. Eu o amo!
Pois ele me faz sentir acolhido, sempre em busca de um lugar para recostar, relaxar, tomar um chocolate quente, assistindo Friends de meia e com a coberta sobre as pernas.

Ah, tem coisa melhor?

Há quem diga preferir praia, sungas, biquinis, sol, calor. Talvez a grande maioria, afinal, é o país tropical.
Mas nada tira de mim a magia, a plenitude que só encontro no frio.

O frio na verdade, me aquece...



 
Escrito por Daykerson às 01:18 |
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